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Mogno Brasileiro




Mogno brasileiro



Swietenia macrophylla NOME: MOGNO N.CIENTIFICO:Swietenia macrophylla Nomes Populares: Aguano, Uraputanga Altura média: 25-30 metros Folhagem: Compostas paripinadas, lisas, 8 a 10 folíolos de 13    cm. Flores: Insignificantes, claras Fruto: Grande, (18 cm) com casca dura, voltado para cima. Se    abre em 4 partes, liberando as sementes. Sementes: Aladas, muito leves, 12 cm, marrom claro




Outras características: O mogno é uma árvore da região amazônica bastante explorada e conhecida pela qualidade da madeira. Trazida para o Sudeste, se adaptou muito bem, sendo muito utilizada para arborização urbana. É uma espécie de crescimento rápido e tronco reto. Só frutificam os exemplares mais velhos, porém nestes casos, produzem muitas sementes de germinação fácil.



Madeira: Moderadamente pesada (densidade 0,63 g/cm3), dura, de resistência moderada ao apodrecimento e alta ao ataque de cupins de madeira seca e, pouco durável quando em contato com solo e umidade.






Utilidade: A madeira é indicada para mobiliário de luxo, objetos de adorno, painéis, lambris, réguas de cálculo, esquadrias, folhas faqueadas decorativas e laminados, contraplacados especiais, acabamentos internos em construção civil como guarnições, venezianas, rodapés, molduras, assoalhos, etc. A árvore é muito ornamental, podendo ser utilizada com sucesso na arborização de parques e grandes jardins. Apresenta bom desenvolvimento na região centro-sul do país.






Informações ecológicas: planta semidecídua ou decídua, heliófita, característica da floresta clímax de terra firme, sobretudo argilosa. Apresenta ampla produção de sementes viáveis e alguma regeneração natural com rápido crescimento no seu habitat.






Fenologia: Floresce em novembro-janeiro. Os frutos iniciam a maturação em setembro, prolongando-se até meados de novembro.






Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a abertura espontânea. Em seguida levá-los ao sol para completar a abertura e liberação das sementes; é conveniente remover a asa para facilitar a cobertura. Um kg de semente com as asas contém cerca de 2.300 unidades. A viabilidade é muito curta à temperatura e umidades ambientes, entretanto pode ultrapassar um ano em câmara seca (30% de U.R.) à 12º centígrados.






Produção de mudas: colocar as sementes para germinar, logo que colhidas, em canteiros ou diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-argiloso e mantidos em ambiente semi-sombreado; cobri-las com uma fina camada de substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 15-20 dias e, a taxa de germinação é alta para sementes novas. O desenvolvimento das plantas no campo é rápido, podendo atingir 4 m aos 2 anos.



Mogno ganha plano científico de manejo.



Estudo ecológico feito por ONG do Pará orienta projeto-piloto de exploração da espécie, a mais valiosa do mundo



No século 17 ele virou sinônimo de fortuna. No fim do século 20, tornou-se caso de polícia. Agora, o mogno, a madeira tropical mais valiosa -e ameaçada- do planeta, ganha seu primeiro plano de manejo comercial guiado por dados científicos na Amazônia.






O projeto, que será realizado numa área de mil hectares pertencente a uma madeireira no Acre, foi inaugurado ontem pelo ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, e o governador do Estado, Jorge Viana.






A exploração será feita com base no estudo de doutorado do americano James E. Grogan, da ONG de pesquisas paraense Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).


Ele pesquisou durante seis anos o comportamento e a ecologia do mogno (Swietienia macrophylla King) na Amazônia. Descobriu que os critérios adotados pelo manejo de baixo impacto para outras árvores não podem ser aplicados à preciosa árvore vermelha, cujo metro cúbico serrado alcança o preço de US$ 1.200.






O princípio básico do manejo sustentável é só cortar árvores de um determinado tamanho (acima dos 50 cm de diâmetro) em parcelas de floresta que serão deixadas em repouso por 30 anos, para que as árvores jovens possam atingir o tamanho de corte.






Também é necessário deixar o dossel da floresta o mais intacto possível, sem abrir clareiras.


Com o mogno nada disso parece funcionar. "Diferentemente de outras árvores, ele se regenera bem em áreas perturbadas", disse à Folha o ecólogo Adalberto Veríssimo, do Imazon. O pesquisador cita estudos que detectaram uma maior ocorrência do "ouro vermelho" em áreas atingidas por furacões e erupções vulcânicas no México e na América Central.






A explicação é que, enquanto muitas árvores tropicais preferem crescer na sombra, as plantas jovens de mogno precisam de luz. Para elas, clareiras na floresta são um impulso ao desenvolvimento.


Na Amazônia brasileira, onde a espécie ocorre em matas de terra firme -mais secas-, incêndios florestais causados pela ação do El Niño no passado podem ter sido decisivos para a sua adaptação.


Uma das idéias dos pesquisadores do Imazon é plantar mudas de mogno em clareiras de até um hectare -aproximadamente a área de um campo de futebol- abertas na mata. "Muitas tentativas de manejo fracassaram porque não havia luz o bastante para as mudas", diz Veríssimo.






A outra é limpar as áreas por meio do fogo, para evitar a competição com outras espécies, como bambu e palmeiras, contra as quais o mogno costuma perder. "São queimas controladas, cirúrgicas até", afirma o ecólogo.






Um terceiro elemento derivado das pesquisas de Grogan foi a escolha dos locais para o manejo -o mogno se concentra em áreas baixas, próximas a igarapés.






A extração na área começa no ano que vem. Os pesquisadores estão animados com os aspectos ambientais, mas ainda temem pelo futuro comercial: a União Européia fechou seus portos a todo o mogno brasileiro. "É preciso uma certidão negativa, que é o selo do FSC [Conselho de Manejo Florestal, o maior órgão certificador de madeira do mundo]", afirma Adalberto Veríssimo. "Esta é a última chance para o mogno."



O plantio de mogno consorciado a culturas permanentes pode resolver problemas econômicos e de manejo para a produção dessa madeira valorizada da Amazônia. O cultivo da árvore junto a lavouras de cacau, café, seringueiras, cupuaçu, açaí ou cítricos ajuda a reduzir os custos iniciais e ainda contribui para atenuar o ataque de pragas, que inviabiliza a exploração do mogno em cultivos homogêneos.



O Ibama iniciou em Rondônia o programa Plante Mogno para estimular o cultivo consorciado, que prevê a distribuição para produtores rurais do estado de 72 mil sementes selecionadas. O Pará será o segundo estado onde o projeto será implantado. No cultivo em consórcio, o mogno cresce, em média, de 2 a 3 metros por ano e pode produzir cerca de 3 metros cúbicos de madeira serrada aos 25 anos de idade, segundo o Ibama. No mercado exterior, o preço do metro cúbico pode ultrapassar 1.000 dólares.





Essa madeira vale... Ouro! O mogno brasileiro da Floresta Amazônica é uma das melhores madeiras para fabricação de móveis de luxo e detalhes de decoração. É também super resistente ao ataque de fungos e cupins.



O mogno aparece principalmente na região da Amazônia, no sul do Estado do Pará, onde existem muitas fazendas de extração e reservas indígenas repletas dessa árvore. Em cidades como Redenção, Tucumã, Ourilândia do Norte, Xinguara e São Félix do Xingu (todas no Estado do Pará) a extração, o transporte e o comércio de mogno são as principais atividades econômicas. É nessas cidades que ficam as principais madeireiras da Amazônia, que cortam as árvores e vendem a madeira.



Por ser tão valioso e resistente, o mogno é a madeira mais cobiçada da Amazônia. Grandes áreas foram desmatadas e hoje o mogno é uma das árvores brasileiras seriamente ameaçadas de extinção. Em 1998, o governo brasileiro proibiu por dois anos o corte de mogno no país. As árvores só podem ser derrubadas em áreas especiais, com autorização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente).



Além do Pará, o mogno (Swietenia macrophylla) é uma árvore comum também nos estados do Maranhão, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia, Acre e no sul do Amazonas. A altura da árvore pode alcançar de 25 a 30 metros.



O tronco do mogno não é muito grosso. Geralmente fica com 80 centímetros de diâmetro. As árvores mais velhas, porém, têm troncos de até 2 metros de largura. O mogno recebe outros nomes populares como aguano, araputanga, cedro-i e mogno-brasileiro.



 



Laboratório



Inseticida para salvar o mogno



Edição Impressa 74 - Abril 2002



A grande procura pela madeira de mogno (Swietenia macrophylla ), a exploração predatória e o conseqüente risco de extinção levaram ao reflorestamento da planta na região amazônica. O problema é que a lagartaHypsypyla grandella , conhecida como broca-do-mogno, ataca a árvore, impedindo seu desenvolvimento, especialmente no reflorestamento, onde a densidade é muito maior que na floresta. Uma equipe da Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP), liderada pelo pesquisador Orlando Shigueo Ohashi, achou uma solução conjugada para a questão.





Com a colaboração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e o apoio financeiro do Banco da Amazônia e da SECTAM/Funtec, Ohashi cultiva o mogno ao lado do cedro-australiano ou cedro vermelho (Toona ciliata ), cuja planta atrai para si cerca de 80% das posturas feitas pelas mariposas da broca-do-mogno. Quando os ovos eclodem, as lagartas se alimentam das folhas do cedro-australiano, mas morrem por causa de algumas substâncias tóxicas da planta.





Ocorre que 20% das posturas são feitas no próprio mogno. Para combatê-las, Ohashi criou uma cola à base de polibuteno misturada a um inseticida químico do grupo dos piretróides, muito usado no Brasil. "Colocamos dois pingos da Colacid somente na brotação nova das plantas de mogno em crescimento", diz o pesquisador. O produto mostrou-se eficaz no controle da praga sem ser tóxico para a planta. Mais uma vantagem: o custo é muito baixo. O tratamento em um hectare com 100 plantas de mogno sai, em média, R$ 24,00 por ano (Colacid e mão-de-obra).



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